sexta-feira, 7 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Plataforma Política?! Temos sim!!!
No decorrer da nossa campanha religiosa temos nos deparado com uma aceitação que beira a totalidade. A necessidade de termos um representante político que seja religioso de fato está cada vez mais clara. Em certa reunião foi feita a seguinte colocação: essa pessoa precisa de uma plataforma política! Hum, acho que isso é obvio demais. Claro que sim! Precisa e digo mais: cuidar dos interesses das comunidades religiosas e seus rituais, ter um sentinela da liberdade religiosa.
Mas existem teorias erradas que dizem isso não ser uma plataforma política! Antes preciso, pelo que me parece, definir “política”. Política é “Conjunto dos fenômenos e das práticas relativos ao Estado ou a uma sociedade.”. Percebam: “Estado OU a uma sociedade”, nesse nosso caso estamos falando de uma sociedade que está marginalizada e precisa de representação, logo aí começa a plataforma. Digo que começa, pois é a primeira vez na história política do Estado que existe uma caminhada com estrutura de idéias e conceitos, por esse motivo estamos montando a partir disso uma plataforma.
Esses questionamentos partem de pessoas que estão acostumadas a receber em períodos de eleições plataformas prontas e enlatadas que nada tem a ver com a sua identidade, nesse caso religiosa! Não necessariamente a plataforma é saneamento básico, educação publica, casa popular ou qualquer outro tipo de papo que estamos de saco cheio de escutar. Para isso esses candidatos comuns invadem nossas sociedades religiosas para pedir apoio. Agora chegou a hora de fecharmos as portas para esse tipo de plataforma e seus respectivos candidatos e levantar a nossa causa, a nossa identidade e transformá-la em uma grande plataforma política. A plataforma política da sociedade religiosa do Estado do Rio Grande do Sul.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
“Mas por que precisamos nos envolver com política?”
“Mas por que precisamos nos envolver com política?”. Tenho escutado muito essa pergunta nos últimos dias. Vou ser direto: Esta é a única maneira que, civilizadamente, temos para defender nossos direitos como cidadãos e religiosos dentro de um Estado laico. Se estivéssemos no Oriente Médio, nossa realidade seria muito triste, pois estaríamos em guerra. Mas estamos em guerra também. Uma guerra silenciosa e manipulada nas entrelinhas das leis que regem nossa vida político-social. A informação que surge é que os evangélicos estarão concorrendo nessas eleições com mais de 200 candidatos para vagas na Assembleia Legislativa. Sabem o que isso significa? Massacre aos nossos direitos.
Nós temos uma causa, temos que levantar esta bandeira em prol de nossa identidade. Devemos sair da margem da sociedade e reivindicar nosso espaço dentro dela de forma legal. Precisamos de um político, já! Não estou falando de simpatizantes das causas religiosas, aqueles que aparecem nos templos religiosos, sejam quais forem, apenas nos períodos pré e eleitorais. Precisamos de alguém que seja de fato um religioso. Isso se faz necessário em todas as manifestações religiosas e culturais: Africanistas, Judeus, Católicos, Budistas, entre outros.
Quando falo religião, não estou definindo raça ou cor, temos a necessidade de nos desvincular de movimentos raciais e nos vincularmos a movimentos culturais e religiosos. Acredito que muitas vezes pela ansiedade de “gritar”, muitas bandeiras de movimentos raciais tornam-se mais discriminatórios que o próprio racismo. Nossas religiões, por mais que levem a “África” no nome, não excluem e pedem para não serem excluídas também.
Enfim, precisamos de um político, já! Um líder que represente a causa, para ser o sentinela oficial de nossos interesses na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. O primeiro de nós, precedendo muitos outros que virão nas próximas eleições.
Edir Macedo ensinando pastores como roubar na igreja Universsal jornal n...
Vejam o que acontece quando uma religião entende as outras como concorrentes comerciais. A briga por fieis na realidade é uma briga por consumidores.
EDIR MACEDO ENSINANDO A ROUBAR NA IGREJA UNIVERSAL
Muitas vezes, as religiões de matriz africana são acusadas de exploradoras. Será que são mesmo?
Pastor da Universal chutando uma "santa"
Alguns vídeos que não podemos esquecer. Vídeos que precisamos ver todos os dias e mostrar aos nossos pares.
Livro sobre lendas da Umbanda gera polêmica em escola no Rio
27 de outubro de 2009 • 04h11 • atualizado às 08h24 - Fonte: www.terra.com.br
As aulas de Literatura Brasileira sobre o livro Lendas de Exu, de Adilson Martins, se transformaram em batalha religiosa, travada dentro de uma escola pública. A professora Maria Cristina Marques, 48 anos, conta que foi proibida de dar aulas após usar a obra, recomendada pelo Ministério da Educação (MEC). Ela entrou com notícia-crime no Ministério Público, por se sentir vítima de intolerância religiosa. Maria é umbandista e a diretora da escola, evangélica.
A polêmica arde na Escola Municipal Pedro Adami, em Macaé, a 192 km do Rio, onde Maria Cristina dá aulas de Literatura Brasileira e Redação. A Secretaria de Educação de lá abriu sindicância e, como não houve acordo entre as partes, encaminhou o caso à Procuradoria-Geral de Macaé, que tem até sexta-feira para emitir parecer. Em nota, a secretaria informou que "a professora envolvida está em seu ambiente de trabalho, lecionando junto aos alunos de sua instituição".
A professora confirmou ontem que voltou a lecionar. "Voltei, mas fui proibida até por mães de alunos, que são evangélicas, de dar aula sobre a África. Algumas disseram que estava usando a religião para fazer magia negra e comercializar os órgãos das crianças. Me acusaram de fazer apologia do diabo!", contou Maria Cristina.
Sacerdotisa de Umbanda, a professora se disse vítima de perseguição: "há sete anos trabalho na escola e nunca passei por tanta humilhação. Até um provérbio bíblico foi colocado na sala de professores, me acusando de mentirosa".
Negro, pós-graduado em ensino da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira, o diretor-adjunto Sebastião Carlos Menezes aguardará a conclusão da procuradoria para opinar. "Só posso lhe adiantar que a verdade vai prevalecer", comentou. Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Sebastião contou que a diretora Mery Lice da Silva Oliveira é evangélica da Igreja Batista.
Até cinco anos de prisão
"Se houver preconceito de religião, acredito que deva ser aplicado todo o rigor da lei", afirmou o coordenador de Direitos Humanos do Ministério Público (MP), Marcos Kac. O crime de intolerância religiosa prevê reclusão de até 5 anos. Em caso de injúria, a pena varia de 3 meses a 2 anos de prisão. O MP poderá entrar com ação pública penal se comprovar a intolerância religiosa. "Caso contrário envia à delegacia para inquérito", explicou Kac.
Em 180 páginas, o livro Lendas de Exu, da Editora Pallas, traz informações sobre uma das principais divindades da cultura afro-brasileira. O autor da obra, Adilson Martins, remete ao folclórico Saci Pererê para explicar as traquinagens e armações de Exu.
Na introdução, Martins diz que ele é "um herói como tantos outros que você conhece". Em Macaé, 35 alunos do 7º ano do Ensino Fundamental leram o livro.
Nas religiões afro-brasileiras, Exu é o mensageiro entre o céu e a terra, com liberdade para circular nas duas esferas. Por isso, algumas pessoas acabam o relacionando a Lúcifer.
O presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, garantiu que outros autores de livros, como Jorge Amado e Machado de Assis, sofrem discriminação nas escolas: "as ideias neopentecostais vêm crescendo muito, desrespeitando a lei".
Ivanir explicou que o avanço da discriminação religiosa provocou o agendamento de um encontro, dia 12 de novembro, com a CNBB: "objetivo é formar uma mesa histórica sobre os cultos afro e estabelecer uma agenda comum".
terça-feira, 27 de abril de 2010
“Queremos ter voz na sociedade política gaúcha”
“Queremos ter voz na sociedade política gaúcha”
Esta afirmação sintetiza o movimento iniciado em julho do ano passado que reivindica liberdade religiosa, a partir da matriz afro. E sua expressão máxima está ancorada no respeito e não na tolerância.
As redes sociais foram o primeiro cenário desta discussão que começou em uma comunidade virtual. Nela participavam representantes de casas religiosas e filhos-de-santos que privilegiavam o conhecimento da doutrina, da tradição e da cultura do batuque no Rio Grande do Sul. Com o avanço dos tópicos surgidos, finalmente o foco passou ser representação. “Estávamos cansados do preconceito e da falta de um fórum político legítimo, que dessem conta de termos o respeito e não a tolerância de quem quer que fosse”, diz Dinarte de Oxum.
A partir desta constatação algumas pessoas que originaram o debate da necessidade de uma representação consistente em instâncias públicas formais do Estado começaram a se reunir e dar uma forma mais orgânica as ideias desta perspectiva. Então, surge o movimento Liberdade Religiosa: O que eu tenho a ver com isso? Respeito sim. Tolerância não. Na verdade, esta ação faz frente, entre outros aspectos, a elaboração de algumas leis que são fruto de determinado segmento religioso, sustentado pelas igrejas pentecostais.
O maior exemplo desta postura se reflete em algumas alíneas da conhecida Lei do Silêncio que, curiosamente, em alguns espaços não tem qualquer repercussão. Vejam as frequentes reclamações dos moradores do bairro Cidade Baixa relacionadas as questões dos bares em que, além do barulho que provocam, seus clientes ocupam as calçadas, as ruas, o asfalto, pontos de táxi e paradas de ônibus sem acontecer qualquer ação mais evidente e respeitosa em defesa daqueles que são vítimas deste caos - os moradores, que dia após dia suportam um horário elástico do final da tarde até às 7 horas da manhã, em nome da diversão coletiva.
Acontece que a lei do silêncio, ao que parece, foi criada com um alvo certo. Os rituais das casas religiosas de matriz afro, que além dos tambores contam com suas sinetas. E os praticantes destas casas estão correndo o sério risco de tentativa da mordaça, travestida de cuidado com o bem-estar de alguns membros da comunidade, que moram próximos aos locais que têm rituais, alerta Pedro de Oxum.
Não é difícil entender que apesar de todos os anos passados e da forte cultura afro no Rio Grande existam ainda instrumentos ou tentativas de “marginalizar e diminuir aqueles que historicamente foram forçados a cultuar seus orixás e entidades escondidos”, lembra Dinarte de Oxum. “Só que agora não dá mais”, desabafa. Já são hoje mais de 50 reuniões, com cerca de 2000 pessoas que comungam desta ideia e que, também, estão apostando na figura de um representante para disputar uma cadeira na Casa do Povo gaúcha, a Assembleia Legislativa, no próximo pleito eleitoral.
Segundo os organizadores do movimento - Liberdade Religiosa - este é apenas um dos passos que serão dados em direção a uma política mais ampla em respeito e preservação da cultura afro no Rio Grande do Sul. “Também queremos ter voz na sociedade política”, defende Rodrigo de Xapanã. E arremata: “Não queremos ser tolerados, queremos ser respeitados”. Nossa mobilização, anuncia, conta com os elementos essenciais de qualquer organização em dia com a atualidade. O alicerce desta discussão está pontuado em três elementos organizacionais:
Missão - Construir, propor e vivenciar a representação de matriz afro, nas instâncias políticas, e, em especial, no poder legislativo, na busca de legitimação e respeito à liberdade religiosa. Valores - norteadores da causa são: Legitimidade de representação – sabemos quem somos e o que queremos. Precisamos garantir nossa presença nos fóruns políticos. Além da liberdade religiosa com respeito. Tolerância não, base do nosso pensamento. Respeito à diversidade cultural, racial, de identidade sexual, de gênero, de classe social. Somos todos um só. E somos um no todo. Postura ecumênica – considerando a dimensão geográfica, cultural, política, de gênero, social e racial. Nossa atitude é de ação coletiva e plural. Visão: Em dez anos seremos referência no Brasil de representação religiosa e política no município, estado e nação. As culturas de matriz afro ocuparão os espaços públicos institucionais em nome da manifestação e respeito à liberdade religiosa, por meio, inclusive, de formação e educação.
“Cansamos de ser invisíveis”. Por isso, queremos fazer um trabalho comprometido, finaliza Pedro de Oxum.
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Para mais informações acesse - www.respeitosimtolerancianao.blogspot.com
sexta-feira, 23 de abril de 2010
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